| Dados Socioeconômicos de Palmácia | |
|---|---|
| Gentílico | Palmaciano |
| Área de Unidade Territorial | 117,814 km² |
| População Estimada | 13.214 Habitantes |
| Índice de Desenvolvimento Humano Municipal – IDHM | 0,650 |
| PIB per capita | R$ 6.631,83 |
| Fonte: Wikipédia/IBGE | |
Palmácia é um município brasilleiro do estado do Ceará, localizado na região serrana do estado, microrregião de Baturité e Mesorregião do Norte Cearense e faz parte do Polo ou Circuíto Turístico Serra de Guaramiranga e está situada na Área de Proteção Ambiental da Serra de Baturité, do Corredor Ecológico do Rio Pacoti e dentro da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica. Localiza-se a 74 quilômetros da capital do estado, a cidade de Fortaleza. Ocupa uma área de 117,816 km², considerada uma das cidades com potencial para o turismo de aventura e ecoturismo no Brasil e sua população foi estimada no ano de 2018 em 13 214 habitantes pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
O seu índice de desenvolvimento humano é de 0,650 considerado como médio pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, possui um colégio eleitoral de aproximadamente 9 mil eleitores. A cidade é conhecida como a “Princesinha da Serra” e “Terra das Palmeiras”. Possui clima ameno, com temperatura média de 19 ºC. É também terra natal do Professor Vicente Sampaio, do Padre Perdigão Sampaio, do Ministro da Integração Nacional Francisco Teixeira, de Maria Grasiela Teixeira Barroso, professora e fundadora do curso de Enfermagem da Universidade Federal do Ceará, e de Andrea Rossati, a primeira transgênero reconhecida mulher sem mudança de sexo no Brasil.
Primeiros indícios de ocupação e a fundação do Arraial das Palmeiras
A região em que hoje se situa o município de Palmácia começou a ser ocupada ainda no século XVIII, quando uma grande seca atingiu todo o estado do Ceará e todo o Nordeste Brasileiro,os índios da etnia baturité foram se refugiar na região serrana onde hoje é Palmácia,sendo o primeiro indício de ocupação da terras palmacianas, porém após a seca muitos dos índios baturités retornaram a seu lugar de origem e assim a fundação do futuro município de Palmácia só teve início anos depois devido a ocupação de sobras das sesmarias nas encostas da região do Maciço de Baturité. As primeiras notícias dessa ocupação são do final do primeiro quartel do século XVIII, nos meados de 1775 já existiam povoados criados por diversas localidades do maciço, por ocasião da seca de 1825. Um ramo de dois clãs importantes do povoamento cearense (Queirós e Sampaio), concorreram para a formação do novo núcleo familiar da região,sendo o principal meio de transporte da época burros e jumentos dos tropeiros ou comboieiros, que viviam de fretes e eram os maiores desbravadores da serra,na medida que os tropeiros avançavam nas regiões desconhecidas eram encontradas novas trilhas usadas pelos índios. A principal razão que fizeram os tropeiros desbravar região foi que ao encontrarem uma trilha que vinha de Aratuba e passava pela região do Arraial das Palmeiras e que era usada pelos índios fazia com que a viagem a capital fosse mais rápida,fazendo que a cada dia essa rota fosse mais usadas pelos tropeiros,uma destas existe até hoje é conhecida é o manancial d’água conhecido como Bica, ponto obrigatório de parada dos tropeiros para beberem água e darem aos animais meio a viagem de transporte do babaçu e do côco. Assim, surgiram os cortadores de palmas, fazendo nascer os pequenos povoados de pequenas choças, os povoados iam se expandindo a cada dia com barracas de palhas e foram eles, os tropeiros, que colocaram o primeiro nome da região de Arraial das Palmeiras.
A Seca dos três setes e a Construção do Açude da Comissão
D. Pedro II reinou de 1831 a 1889 ano em que foi deposto,seu reinado foi de estabilidade e muito próspero. O Ceará em seu reinado era um estado com fronteiras ainda bastante indefinidas.
Palmácia, nessa época chamada de Palmeiras, não passava de um monte de casas, era uma vila. A Seca dos Três Sete (1877, 1878 e 1879) arrasou o Estado e Palmácia sofreu muito com ela, para resolver o problema, D. Pedro II mandou que se fizesse a construção de açudes sendo o da Comissão um deles, em virtude da Comissão Científica do Nordeste.
O Imperador não mediu esforços para a resolução do problema ele proferiu a frase: “Se preciso for venderei até a última pedra de brilhante da minha coroa para que nenhum brasileiro morra de fome.” As obras foram iniciadas em 1878, quando o Imperador ordenou que se abrissem frentes de trabalho para livrar o povo da fome e da sede.
Palmácia, na época chamado Palmeiras, distrito de Maranguape, foi, portanto, visitado pela citada comissão que estudou a possibilidade de construção do açude; o mesmo foi de fato edificado, durante três anos, e, após sua inauguração, passou a ser chamado de Açude da Comissão.
Construção da capela e do Campo Santo
Com o crescimento da população de Palmácia, isso iniciou-se a construção de um oratório que foi construído por Monsenhor Custódio, a capela foi ampliada mais tarde por Monsenhor Tabosa, com isso começou construções em volta da igreja formando assim um arruado populacional. Havia a necessidade de um cemitério em Palmácia,que foi construído onde hoje é o prédio do Mercado Público de Palmácia, mas foi logo desativado pois havia o risco de contaminar o solo.Com uma generosa doação de terras por José Ildefonso Campos foi construído o novo “campo santo”.
Chegada de Maria Amélia Perdigão Sampaio e a elevação à categoria de vila
Com a chegada de Maria Amélia Perdigão Sampaio que foi a primeira professora pública da cidade, Palmácia deixou de ser lugarejo e passou à categoria de vila,pois para ser elevada a categoria de vila precisava de uma professora pública a partir desse fato iniciou-se a Educação Formal Palmaciana.
Emancipação
Foi criado pela lei nº 3.779, de 28 de agosto de 1957, sancionada pelo então governador Paulo Sarasate Ferreira Lopes e antes era distrito de Maranguape. O ato histórico, na época, reuniu em Fortaleza no Palácio da Luz autoridades como os deputados Almir Pinto (PSD), Barros dos Santos e Edival Távora (UDN), além de lideranças palmacianas como o Vigário Padre Tomás de Aquino, Moacir Aguiar, Adauto Sampaio de Andrade, Hermínio Muniz, Irapuan Campelo, Flávia Andrade (Geminiano), Carlos Campos, Etevaldo Campos, dentre outros. Presidiu a instalação do novo Município o então Prefeito de Maranguape, Humberto Mota. O primeiro Prefeito de Palmácia foi o líder político, subprefeito de Maranguape, delegado especial e empresário Atanásio Perdigão Sampaio (PSD) e o vice o professor Valter Rebouças Macambira. Após o seu desmembramento de Maranguape, passou ao status de município com sede no antigo distrito de Palmácia. O município foi instalado em 7 de setembro do mesmo ano, Palmácia ficou dividida em 2 distritos: Palmácia (sede) e Gado dos Ferros (à época, apenas Gado). Em 1988 foi reconhecido o distrito de Gado dos Rodrigues. Seu primeiro prefeito foi Atanásio Perdigão Sampaio.
Palmácia possui área de 150,800 km², e está localizada a 60 km de Fortaleza, a capital do estado.
Localizado no Maciço de Baturité, tem uma vegetação variada desde a Caatinga arbustiva densa, floresta subcaducifólia tropical, floresta úmida semiperenofólia, gramíneas, ervas, mata serrana, floresta úmida semicaducifólia, floresta caducifólia, mata atlântica e mata ciliar.
Está na Área de Proteção Ambiental (APA) Serra de Baturité.
